skip to main | skip to sidebar

Filipe Dias

Veremos o que isto pode dar...


Arquivo do blogue

  • ►  2018 (1)
    • ►  outubro (1)
  • ►  2016 (1)
    • ►  julho (1)
  • ►  2014 (2)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  março (1)
  • ►  2011 (4)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  novembro (2)
    • ►  agosto (1)
  • ►  2010 (1)
    • ►  julho (1)
  • ►  2009 (5)
    • ►  dezembro (3)
    • ►  novembro (1)
    • ►  julho (1)
  • ►  2008 (11)
    • ►  outubro (2)
    • ►  setembro (1)
    • ►  agosto (1)
    • ►  maio (1)
    • ►  março (1)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (4)
  • ▼  2007 (5)
    • ►  dezembro (1)
    • ▼  setembro (4)
      • Cursos Profissionais - Energias Renováveis
      • CGD - Energia Solar
      • Dia de Trabalho
      • Desktop vs Portátil

Acerca de mim

Ver o meu perfil completo

Obrigado pela visita...

domingo, 2 de setembro de 2007

Dia de Trabalho

Como já tem vindo a ser habitual, hoje lá me desloquei eu para mais um dia de trabalho, neste caso,monitor de canoagem numa descida do Rio Zêzere...

Tudo parecia estar a correr bem, o rio estava calmo, mais vazio que o habitual e força de água praticamente inexistente. Adivinhava-se uma descida bem pacífica.
Foi então que os problemas começaram. Precisamente hoje as comportas da barragem tinham q abrir. Não o faziam há um mês. Tivemos azar? Pode-se dizer que tivemos muito azar.
O primeiro grupo estava praticamente pronto para sair, e não o podia fazer, a água tinha a força toda da descarga, não era seguro, e o rio subia a uma boa velocidade. Para nossa sorte a descarga foi rápida, e a força de turbilhão passou rápido, mas a corrente manteve-se. E partiu o primeiro grupo. Isto é, partiu, mas sem uma rapariga, infelizmente não conseguiu manter a calma, e desistiu. Para nós monitores uma desistência é sempre triste, pois ficamos com um cliente que não se vai divertir, e nós estamos cá é para lhes proporcionar segurança e diversão. Foi pena...

Chegou então o nosso grupo. Cerca de 54pessoas, e nós éramos apenas dois monitores. Logo à partida, e tendo em conta o estado do rio, a tarefa não se adivinhava fácil. E não foi...
Começou logo ao principio. Eu entrei na água com o meu kayak. Tive azar, aquele kayak não era muito móvel, era difícil manobrar em viragens, ainda pra mais com aquela corrente. Pois bem, tentei que todos entrassem na água e se reunissem num desvio sem corrente, para então, todos juntos partíssemos. Tarefa mal sucedida. Bastou um ser apanhado na corrente para ter que deixar o grupo e ir em auxílio. Já os via a remar contra a corrente, a tentar vir pra margem, o perigo de se enfiarem debaixo dos salgueiros era grande. Mas com as minhas indicações lá conseguiram, e ficaram mais abaixo no rio, esperando pelos outros. Já eu tentava subir o rio a todo o custo para ir ter com o resto do grupo quando me apareceram mais dois kayaks disparados, apanhados também pela corrente. Pouco podia fazer senão dar indicaçoes. Foi o que fiz, e foi sucedido. Mais dois apareceram, e mais indicações que tive que dar. Nesta altura já tinha o grupo espalhado pela margem do rio. Felizmente o grupo de trás ficou todo junto, e pôde partir. Espero que não hajam mais azares, pensei eu.
Tal como esperava, enganei-me. Num curto espaço de tempo duas quedas à água aconteceram, felizmente espaçadas. Consegui virar-lhes o kayak e eles subiram para ele. "Tá muito fria" diziam eles... Obviamente que estava. :P
Chegou a parte pior, uma zona com bastante força de corrente, remoinhos, e salgueiros nas margens prontos a envolver mortalmente quem lá se fosse enfiar. Tentei de tudo para que fossem pelo sítio certo, onde havia um pequeno banco de areia onde parar. Mas não deu, muitos não estavam a conseguir. Tive de me atirar à àgua, neste local com pé, e agarrar os kayaks que me apareciam, e encaminhá-los para sítio seguro. De facto a àgua estava muito fria, e passei lá bastante tempo a apanhar e puxar kayaks. Era a vê-los parar onde conseguiam, alguns já a pé, sem o kayak. Após todos estarem em terra era eu e o Bruno (o outro monitor) a lutar contra a corrente para trazer os kayaks para junto dos seus ocupantes. Foi duro. Caí à àgua, os joelhos fincaram-se com força nas pedras (que dor!!! ) e cortei-me. Valeu o esforço, ninguém se magoou, mas perderam alguns chinelos (não foi por falta de aviso que não os touxessem).
Parte perigosa passada, zona prazerosa em frente. Assim foi...
No último troço do rio, já perto de Constância, o ultimo perigo. Passar por baixo de uma ponte, entre os seus postes grandes, onde a àgua bate e faz remoinhos. Nesta zona também há pequenos rápidos. O único azar daqui foi um par que embateu contra o muro, apesar da minha tentativa que se desviassem. Lá fui eu, arriscando-me a virar tambem, apanhar o kayak com a rapariga assustada, agarrada a ele, e dentro de água. A outra rapariga já tinha boiado até à margem.
Felizmente chegámos...

O revoltante nisto tudo é que foram casos, alguns dos quais perfeitamente evitáveis. Bastava ter ooutro monitor conosco, e assim não teria sido necessário eu matar-me a remar contra a corrente para ir buscar pessoas e dar indicações, nem o Bruno ter que ficar lá atrás a ajudar alguns que também se viraram perto dele. Mais um seria o ideal, para não termos que resolver tantos problemas ao mesmo tempo, mas é o patrão que manda.

No final, o balanço foi positivo. Os participantes gostaram, alguns adoraram, e mesmo aqueles que se viraram ou apanharam um susto vieram-me dizer que fariam a descida novamente.
É isto que gostamos de ouvir no final, é sinal q desempanhámos bem as nossas funçoes. Não interessa que tenhamos estado toda a descida preocupados, ou em stress,é o nosso trabalho, e é compensado quando as pessoas nos dizem q gostaram... É para o prazer deles q nós trabalhamos...

Foi assim o meu stressante e cansativo dia de trabalho... Mas divertido também. :)


Publicada por Unknown à(s) 21:17

Sem comentários:

Enviar um comentário

Mensagem mais recente Mensagem antiga Página inicial
Subscrever: Enviar feedback (Atom)
 
SEO
SEO